DESPORTO

 
22 de julho 2019 - às 08:07

SEM DINHEIRO A TEMPO E COM PREPARAÇÃO INEFICAZ

Angola, representada pela sua selecção nacional de futebol, Palancas Negras, foi com parcos recursos financeiros para participar na  Taça de África das Nações. Depois  de os Palancas Negras lograrem o apuramento à fase final e de o presidente da Federação Angolana de Futebol, Artur Almeida, ter assistido ao sorteio , foi recebido , já em Luanda, pelo Presidente da República

 

PALANCAS FORAM AO EGIPTO PARA CHEGAR ÀS MEIAS FINAIS

Foram reveladas certas garantias e as condições financeiras para os compromissos das selecções nacionais, entre elas os Palancas  Negras que, nesta edição organizada pelo Egipto, almejaram pela primeira vez às meias finais - superando os quartos de final de 2018, no Ghana. O certo é que os Palancas Negras até à partida do estágio em Portugal, viajaram sem apoio financeiro  do Estado. O presidente da Federação Angolana de Futebol esclareceu, à data, que a viagem se consumou devido a um empréstimo que a instituição a que preside fez jundo de entidades bancárias não reveladas por si. Esta informação deu-a já, publicamente, a partir de Lisboa onde, por falta de suporte financeiro, os Palancas Negras, confrontaram-se com a falta de "cachet" para convidar e testar com outras selecções, sendo que a única que aceitou um "amigável" foi a da Guiné Bissau.

Agregado este facto, os jogadores dos Palancas Negras exigiram atempados pagamentos das ajudas diárias; situação que levou Artur Almeida a regressar a Luanda, onde, numa altura em que a selecção já tinha saído de Lisboa para o  Cairo, ouviu a ministra da Juventude e Desportos, Ana Paula Sacramento Neto, a confirmar a entrega da verba, sem apontar números.

Na ocasião, o ministro das Finanças, Archer Mangueira, falando para a Rádio 5, em Luanda, chamou atenção para a necessidade de os orçamentos para competições de vulto, como a Taça de África das Nações, serem apresentados pela federação um ano antes do "ano desportivo", direccionados ao Ministério da Juventude e Desportos e deste ao Conselho de Ministros, a fim de constarem do Orçamento Geral do Estado.

Na falta de confirmação oficial, se assim se procedeu, fica-se por saber se a federação falhou ou se, tendo cumprido,  houve cortes. Sobram, assim, dúvidas se oficialmente a verba pública cedida corresponde ou não ao que o presidente da federação, Artur Almeida, projectou para a preparação e participação da selecção para maior torneio futebolístico africano.

Artur de Almeida e Silva estimara, uma semana antes do anúncio da ministra, que seriam necessários entre 600 e 700 milhões de Kwanzas para boa actuação dos Palancas. 

 

Textos:António Félix / Fotos:Arquivo F&N

 

PRIMEIRO DE AGOSTO REAFIRMA FAVORITISMO

GIRABOLA ARRANCA  A 15 DE AGOSTO

• Ferrovia do Huambo quer Kz 50 milhões para  participar

Está decidido que a próxima edição do Girabola - como é designado  o campeonato de futebol da 1ª divisão em Angola - comece a 15 de Agosto, segundo o sorteio, realizado na sede da Federação Angolana de Futebol (FAF).

O cartaz da 1ª jornada oferece os jogos entre o Desportivo da Huíla-Bravos do Maquis; Sagrada Esperança-Interclube; Sporting de Cabinda- Recreativo do Libolo; Ferroviário do Huambo-Cuando Cubango FC; 1º de Maio-Académica do Lobito; Benfica do Lubango- Petro de Luanda e Progresso do Sambizanga-1º de Agosto.

As ausências de vulto da prova são as do Atlético Aviação ASA, que entrou na prova em 1979, mas pontualmente despromovida este ano, assim como o Kabuscorp do Palanca, este devido ao castigo imposto pela FIFA por não ter pago a tempo os 500 mil dólares contratuais que devia ao ex-internacional brasileiro Rivaldo.

O  1º de Agosto, campeão em título, ambiciona repetir a proeza, na próxima época, sem conhecer, outra vez, derrota  alguma, segundo reacção do técnico -adjunto Ivo Traça. "Gostaríamos de bater o mesmo recorde para irmos buscar o penta", disse .

O Petro de Luanda, depois de dez anos sem conquistar o Girabola, está focado em voltar a erguer o troféu , tendo apostado em dois reforços já confirmados. O central congolês democrático do Vita Club, Yanick  Kibangala, e o avançado ruandês Jackes, do Gor Mahia do Quénia.

Entretanto, sem que  o campeonato desse o pontapé de saída, o Ferrovia do Huambo, que ascendeu pela primeira vez ao Girabola, já reclamou que necessita de mais de 50 milhões de kwanzas para suportar as despesas da sua participação, segundo  o seu presidente de direcção, Adriano Marques Catito. 

Em termos competitivos, disse que a formação conta, até ao momento, com a equipa base que disputou o Zonal de Apuramento, mas que poderá ser reforçada por jogadores das camadas jovens e de outros clubes, sondados aquando da realização do nacional de Sub-20. 

 

15 ANOS DEPOIS, UM ANGOLANO NA NBA

O poste angolano Bruno Fernando fez jús, em nome pessoal e ao de Angola, ao velho adágio "água mole bate tanto em pedra dura até que fura". Entra para a NBA - National Basketball Association - depois de muitas tentativas falhadas pelos seus compatriotas desde 2004.

Nascido em Luanda há 20 anos, onde se iniciou nas escolas do 1º de Agosto e, depois, fazendo carreira universitária nos Estados Unidos em Maryland, foi o quarto jogador a ser eleito na segunda ronda do draft e, assim, vai tornar-se o primeiro angolano a jogar na competição, ao ser escolhido pelos Philadelphia 76'ers.

Mas apesar de ter sido escolhido pelos Sixers, o poste de 2,08 metros deverá jogar em 2019/2020 nos Atlanta Hawks, que, como conjunto de Filadélfia, pertence à Conferência Este, devido a uma das muitas trocas de jogadores na noite do draft.

Na época 2018/19, a segunda ao serviço da Universidade de Maryland, Bruno Fernando, que começou a jogar basquetebol nos angolanos do 1.º de Agosto e rumou aos Estados Unidos com 16 anos, conseguiu médias de 13,6 pontos, 10,6 ressaltos e 1,9 desarmes de lançamento.

Cinco angolanos falharam, anteriormente, entrada na NBA, tida como maior liga de basquetebol do mundo. Trata-se Gerson Monteiro, que em 2004 tentou pelos San Antonio Spurs, Victor Muzadi (Dallas Mavericks/2005), Olímpio Cipriano (Detroit Pistons/2007), Yanick Moreira (Torento Raptors/2016) e Carlos Morais pelos Toronto Raptors, em 2013.

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