DESPORTO

 
25 de junho 2019 - às 08:09

CAN 2019, NO EGIPTO ANGOLA VAI À TAÇA DAS NAÇÕES SEM MEXIDAS NO ESQUELETO-BASE

Fazendo valer a máxima futebolística " em equipa que ganha não se mexe",o seleccionador Srdjan Vasiljevic apostou maioritariamente nos jogadores que  participaram no torneio de apuramento ao CAN, para onde quer levá-los à fase final a decorrer entre Junho e Julho deste ano,no Egipto

 

Olhando para os jogadores da campanha de qualificação muito bem conseguida, lembre-se que Srdjan Vasiljevic utilizou  mais Gelson Dala (450 minutos), Bastos (450 minutos), Landu (360  minutos), Joaquim Adão  360 minutos (Mira 270 minutos), Show (242 minutos), Massunguna (227 minutos), Mateus Galiano (224 minutos), Nary (180 minutos), Buatu (180 minutos), Isaac (180 minutos), Fredy (173 minutos), Vá (120 minutos), Wilson Gaspar (133 minutos), Geraldo (95 minutos), Macaia (90 minutos), Nelson da Luz (90 minutos), Tony Cabaça (90 minutos).

Apostou igualmente  em Gerson Barros (90 minutos), Kusunga (90 minutos), Wilson Eduardo (90 minutos), Ary Papel (77 minutos), Igor Vetokele (77 minutos), Stélvio Cruz  (54 minutos), Manguxi (45 minutos), Rudy (45 minutos), Dudu Leite (23 minutos), Job (18 minutos), Mário Balbúrdia (10 minutos) e Mabululu (8 minutos). 

Agora, para a fase final, à excepção dos estreantes Bruno Gaspar, Jeremie Bela e Jonas Ramalho, todos os referidos atletas dominam a lista o grosso de jogadores que teve participação na campanha que culminou com a qualificação. Assim, permanecem no naipe de fundamentais Tony Cabaça, Massunguna, Wilson, Bastos, Eddie Afonso, Herenilson, Geraldo, Jonathan Buatu, Djalma Campos e Gelson Dala.

Salta à vista a ausência de Tó Carneiro, Vá (lesionado), Mira, do Petro de Luanda e Nelson da Luz, do 1º de Agosto. Igor Vetokele, apesar de ter sido chamado no jogo que resultou na  qualificação, não teve uma presença regular na selecção, durante toda a campanha de qualificação.

Confirmada que está a desistência, por razões financeiras, na Taça Cosafa, em Durban (África do Sul), onde a equipa poderia começar a ganhar rodagem, a Federação está a trabalhar no sentido de realizar jogos de preparação. Fora de hipótese já estão os amigáveis com as selecções de Moçambique, orientada por Abel Xavier, e de Marrocos, comandada por Hervé Renard.

Na rota de jogos particulares de preparação, estão as selecções dos Camarões e da Guiné Bissau, cujo desafio  com esta última está agendado para o dia 10 de Junho, em Portugal, palco do estágio que antecede a viagem ao Egipto.

Srdjan Vasiljevic prevê a disputa de três jogos particulares,  com adversários de nível igual ou superior ao ostentado pelas selecções do Mali, Mauritânia e Tunísia, que partilham o grupo E, do CAN do Egipto.

Por esta razão, a selecção já não estagiará na África do Sul. Portugal é a alternativa porque lá juntam-se à equipa  os convocados Bastos Quissanga, Mateus Galiano, Djalma Campos, Freddy, Gelson Dala, Jonathan Buatu, Igor Vetokele e muito provavelmente, Jeremie Bela, atleta que deve assinalar a sua estreia nos convocados de Srdjan Vasiljevic. Questões de documentação podem atrapalhar os objectivos do avançado nascido em França vestir a camisola da selecção nacional.

Angola vai assinalar a sua oitava presença. A primeira participação numa fase final da Taça das Nações foi em 1996, na África do Sul. Nesse ano, Angola ficou em último no grupo A, com um ponto.

Na segunda participação, em 1998, no Burkina Faso, Angola foi terceira no seu grupo (C), com dois pontos, atrás da Costa do Marfim, da África do Sul e  à frente da Namíbia. Depois desta presença, o combinado nacional falhou três edições seguintes (Gana/Nigéria2000, Mali2002 e Tunísia2004).

O regresso deu-se apenas em 2006, ano de memória indelével para os angolanos, porque, além de assinalar a volta ao CAN, os Palancas Negras qualificaram-se pela primeira vez a um Mundial de futebol, disputado na  Alemanha.

Em 2008, no Ghana, Angola atingiu, pela primeira vez, os quartos-de-final, ao ficar em segundo no grupo D, com cinco pontos, os mesmos da Tunísia, em primeiro. Já em 2010, prova que o país acolheu, Angola voltou a atingir os quartos-de-final, ao terminar na primeira posição do grupo A, com cinco pontos.

Em 2012, na Guiné Equatorial e Gabão, a Selecção Nacional não passou da fase de grupos (B), ao terminar na terceira posição, com quatro pontos, tendo na edição a seguir, em 2013, na África do Sul, ficado em último do grupo (A), com um ponto. Nos campeonatos de 2015, na Guiné Equatorial, e 2017, no Gabão, Angola voltaria a deixar escapar a qualificação.

 

Texto: António Félix / Fotos: Arquivo NET

 

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