FIGURAS DE LÁ

 
19 de fevereiro 2019 - às 09:11

Figuras de Lá - Edição nº196

 

FRANCISCO ASSIS VS BOLSONARO

"O TRIUNFO DE UM CELERADO"

Dias antes de Jair Bolsonaro ter sido eleito Presidente do Brasil, o euro-deputado, Francisco Assis, mostrou-se contrário a tal possibilidade.O  colunista que já foi líder da bancada parlamentar do Partido Socialista português, lembrou  alguns episódios da história europeia, qualficados por si como "penosamente trágicos", "em que facínoras de índole antidemocrática e antiliberal se guindaram ao poder por via do voto popular". "Não ignoramos o que daí resultou. É por isso mesmo que (...) os brasileiros terão de fazer uma escolha de consequências verdadeiramente globais. O triunfo de um celerado, cultor da violência, apólogo do liberticídio, da supressão dos direitos humanos, da erradicação do pensamento divergente, repercutir-se-ia muito negativamente por toda a humanidade", escreveu no jornal "Público".

Para si, "é  relativamente ociosa a discussão sobre saber se Bolsonaro preenche ou não integralmente os requisitos necessários para poder ser etiquetado de fascista". Acrescenta que são mesmo caricatos alguns exercícios de carácter quase escolástico que visam ilibá-lo desse tipo de suspeita, pois, "para alguns autores, a designação de fascista só pode ser aplicada num contexto de tal pureza e rigidez doutrinária que provavelmente nem ao próprio Mussolini assentaria na perfeição", afirma o euro-deputado, para quem Bolsonaro enquadra-se na figura de um "proto-fascista".

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RONALDO VS MAYORGA

JUVENTUS APOIA CR7

 O presidente da Juventus, Andrea Agnelli, confia na inocência de Cristiano Ronaldo, no caso de alegada violação a uma mulher norte-americana. O internacional português nega todas as acusações. "Quando há problemas, tenho tendência a olhar as pessoas nos olhos, a questioná-las directamente e depois julgá-las por mim mesmo. Olhei Cristiano nos olhos, falei com ele assim que surgiu o caso e estou muito tranquilo devido à sua postura. O seu comportamento nos dias e semanas posteriores só me confirmam esse sentimento inicial", afirmou Agnelli, durante uma assembleia de accionistas do clube italiano.

Kahtryn Mayorga é o nome da mulher que acusa o avançado português de a violar, em 2009, num hotel em Las Vegas. As duas partes assinaram um acordo de confidencialidade, por 325 mil euros (375 mil dólares), mas Mayorga alega ter sido coagida a assinar. Agnelli prometeu apoio total ao jogador que é acusado de “agressão e abuso sexual”, “imposição intencional de sofrimento emocional”, “coação e fraude”, “chantagem e conspiração”, “difamação”, “abuso de direito” e expressa a “intenção declarada de tornar nulo o termo de confidencialidade ou torná-lo anulável com base na incompatibilidade” devido a “influência/coerção ou fraude”.

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BRUNO DE CARVALHO

ACUSAÇÕES GRAVES... 

O ex-presidente do Sporting Clube de Potugal foi  preventivamente detido e depois de quatro dias colocado em liberdade sob coacção, na sequência  de dezenas de acusações entre as quais prática de "terrorismo", "agressões físicas" e de autorial moral do "assalto"  à Academia de Alcochete, protagonizado por cerca de quarenta adeptos afectos à claque do clube ocorrido em Maio passado. Bruno de Carvalho terá de pagar uma caução de setenta mil dólares e apresentar-se, diariamente, à polícia para mais tarde ser chamado e julgado em data a decidir oportunamente pelas autoridades judiciais competentes.   

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JENNIFER LOPEZ 

FINALMENTE NOIVA?

Jennifer Lopez e Alex Rodriguez estão juntos desde Março de 2017 e podem agora estar noivos.Os rumores surgem e adensam-se cada vez mais nas redes sociais depois da cantora ter aparecido com um grande anel de diamantes durante um jogo de baseball no mês passado.

O vídeo onde é possível ver o anel na mão direita da artista está publicado na conta oficial de Instagram de Alex e nos comentários foram os fãs que se questionaram para quando o casamento entre J.lo e Rodriguez, revela-seno site Famashow.

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PAULO GUEDES

APOIANTE SUSPEITO

O guru económico  do candidato do PSL à Presidência da República  do Brasil é, afinal,  suspeito de cometer “crimes de gestão temerária ou fraudulenta”.Setenta e duas horas antes da realização  do dia das eleições, que consagrou Bolsonaro,  a Paulo Guedes o Ministério Público Federal abriu  uma nova investigação. De acordo com o jornal “O Globo”,citado pela Página Global,  o economista é suspeito de ter obtido “benefícios económicos” a partir de possíveis “crimes de gestão temerária ou fraudulenta", que teriam sido cometidos em investimentos de fundos de pensão. 

A publicação revela que o que se quer saber é se o guru de Bolsonaro aplicou valores captados dos fundos de pensão de maneira irregular, causando prejuízos milionários aos aposentados das estatais.  Por seu turno, na altura, a defesa de Paulo Guedes negou irregularidades e falou em “perplexidade” com a instauração da investigação a “72 horas das eleições”.

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NADIA MURAD E DENIS MUKWEGE

PRÉMIOS "NOBEL DA PAZ" MERECIDOS! 

São duas personalidades ligadas à luta pelo fim da violência sexual como arma de guerra e já foram ambos Prémio Sakharov do Parlamento Europeu.

O Prémio Nobel da Paz é este ano atribuído a duas pessoas: Denis Mukwege e Nadia Murad, pelos seus esforços para acabar com a violência sexual como arma de guerra. A violência sexual durante os conflitos armados é uma violação grave do direito internacional, refere o Comité Nobel, ao nomear as duas personalidades. Nadia Murad foi, ela própria, vítima de violência sexual e, portanto, uma testemunha do que são os abusos perpetrados durante a guerra. Membro da minoria Yazidi do Iraque, Nadia Murad foi vítima do Estado Islâmico quando este grupo terrorista lançou uma ofensiva sobre o distrito de Sinjar com vista à exterminação daquela comunidade. 

Por seu turno, Denis Mukwege é um médico que passou grande parte da sua vida a ajudar vítimas de violência sexual na República Democrática do Congo. Fundou um hospital em 2008 e desde então tratou, juntamente com a sua equipa, milhares de vítimas. A maior parte dos abusos foram cometidos no contexto de uma longa guerra civil que custou a vida a mais de seis milhões de congoleses, referiu o Comité Nobel, citado pelo MSN.

“Denis Mukwege é o principal símbolo, ao nível nacional e internacional, da luta contra a violência sexual durante a guerra e os conflitos armados”, disse ainda a porta-voz do Comité depois do anúncio. “A justiça diz respeito a toda a gente” é o lema deste congolês, que repetidamente tem condenado a impunidade perante as violações em massa e criticado o governo da R. D. Congo e de outros países por pouco fazerem para parar com a violência sexual contra as mulheres como estratégia e arma de guerra.

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