MODA & BELEZA

 
22 de junho 2018 - às 07:17

RUMO VESTIR A ÀFRICA

É uma questão de estilo, de escolha, é moda. Moda que também pode mostrar que a ligação com a África continua grande sim. São os Estilistas Africanos homenageando suas raízes, exibindo mesmo suas origens. Usando o visual para passar uma mensagem.

 

Se achamos que há pouca representatividade negra nos castings das passarelas, imagina pensar em estilistas e marcas conhecidas nas semanas de moda internacionais? Não se consegue  citar nenhum designer Africano nas passarelas mundiais … Muito pouco a não ser as apresentações nas semanas de Moda em África . Vários países africanos (Nigéria, Moçambique, Angola, Quênia e, é claro, África do Sul) já têm suas semanas de moda e fazem delas palco para mostrar para o mundo a sua criatividade.

Em seus últimos anos  a África testemunhou um crescimento da moda, que se atribui ao aumento da classe média nas maiores cidades do continente.    Algumas  das coisas que acontecem com a indústria da moda são também resultado do que tem acontecido nos últimos anos na África. 

Os holofotes do mundo da moda parecem estar apontados para o continente africano. Vamos dar uma pausa nas discussões a respeito da apropriação cultural.

O consumidor africano está ficar mais sofisticado e é difícil atender as expectativas com estilistas sem apoio.

É uma questão de estilo, de escolha, é moda. Moda que também pode mostrar que a ligação com a África continua grande sim. São os Estilistas Africanos homenageando suas raízes, exibindo mesmo suas origens. Usando o visual para passar uma mensagem.

Grandes  talentos estão entrando no mercado mundial da moda com criações totalmente originais. E não é apenas o design impecável inspirado pelas cores, sons e património do continente que tem atraído a atenção do setor. Esses designers de moda estão a criar ,nos seus próprios termos, colocando os recursos locais, habilidades artesanais e produção sustentável na vanguarda de seus modelos de negócios .

A moda se mobiliza para salvar o continente: em iniciativas reais, que realmente beneficiam cidades e países, isso é inspirador. Mas e o lado da África que não precisa ser salvo, e quer se mostrar para o mundo de uma outra maneira? E a classe média que mais cresce no mundo, valoriza sua cultura local sem deixar de ter os olhos no global? Será que a moda não olha para a África de maneira condolescente, como alguém que precisa de ajuda, e não percebeu o que uma África mais forte em termos de impor a sua cultura fez pela moda nos últimos anos?

Encontrar uma identidade que os diferenciem mas que continue sendo global é o desafio para os designers dos países africanos para se internacionalizarem, que já chegou a hora. 

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