MUNDO

 
23 de maio 2018 - às 09:04

FUNDADOR DO FACEBOOK PEDE DESCULPA MARK ZUCKERBERG ASSUME O ERRO

“Nós não tivemos uma visão alargada da nossa responsabilidade e isso foi um grande erro. Foi um erro meu e peço desculpa. Eu comecei o Facebook, faço a gestão e sou responsável pelo que acontece.” Foi assim que Mark Zuckerberg se dirigiu  ao Senado norte-americanos, para onde foi chamado para explicações sobre o escândalo

 

Na declaração, Mark Zuckerberg assume culpas no cartório. “Não fizemos o suficiente para prevenir que estas ferramentas que criámos fossem utilizadas para prejudicar os outros. Isto significa notícias falsas, interferência estrangeira em eleições e discurso de ódio”, reconhece o programador, citado pelo Expresso.

De acordo com o semanário , o CEO da rede social referiu  que o idealismo do Facebook levou os responsáveis a focarem-se no bem que a rede social podia trazer e não nas potenciais consequências negativas. “O Facebook é uma companhia idealista e optimista. Durante a maior parte da nossa existência estivemos focados em todo o bem que conectar pessoas pode trazer”, afirmou o empresário.

Sobre o escândalo da Cambridge Analytica, Zuckerberg primeiro explicou como foi possível que a consultora política tenha acedido aos dados pessoais de milhões de utilizadores do Facebook através da aplicação “This Is Your Digital Life”. Depois enumera as medidas que já estão a ser implementadas para evitar que mais empresas possam fazer o que a Cambridge Analytica fez. Entre elas estão o bloqueio do acesso a dados por apps que os utilizadores já não usam há três meses e a restrição dos dados partilhados via interfaces aplicacionais.

Mark Zuckerberg admitiu a interferência russa nas eleições americanas de 2016 e referiu que foram “demasiado lentos a detetar” essa realidade e que estão “a trabalhar arduamente para melhorar”.

O presidente executivo da rede social confirmou que cerca de 80 mil publicações foram feitas no Facebook pelo Internet Research Agency (IRA), um grupo russo com alegadas ligações à campanha de Trump, conhecido por publicar notícias falsas na internet. Este grupo terá pago mais de 100 mil dólares (cerca de 81 mil euros) para direcionar publicações para determinados públicos na rede social. 

O empresário norte-americano terminou o discurso dizendo que “os problemas” em causa “não são apenas problemas do Facebook e da comunidade” da rede social, mas são “desafios para todos os americanos”. 

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