RECADO SOCIAL

 
5 de novembro 2017 - às 06:57

OS LOUCOS TAMBÉM TÊM BOMBAS NUCLEARES…

Citado pelo Jornal de Notícias, o embaixador norte-coreano junto das Nações Unidas, Han Tae-Song, afirmou que  as recentes medidas de autodefesa do seu país “são um presente dirigido apenas aos Estados Unidos”. Depois destas palavras ameaçadoras, o embaixador norte-americano, Robert Wood, não teve dúvidas:"agora é o momento de dizer ao regime (da Coreia do Norte) que as provocações, as ameaças e as acções desestabilizadoras não serão mais toleradas". 

 

Provavelmente, jamais um Presidente dos Estados Unidos foi sistematicamente acometido por tantos pesadelos inesperados como Donald Trump. No alto do seu poder económico e militar indescritível, o Presidente tem feito tudo ao seu alcance para conter uma vontade enorme de fustigar com umas valentes bujardas um inimigo tão mesquinho quanto demasiado atrevido para o seu estômago. Talvez Donald Trump tivesse pensado que com um murro na mesa ou o envio de esquadras de aviões de combate, bombardeiros ou frotas de submarinos nucleares para manobras na região, assustassem Kim Jong-Un.Debalde. 

Ao que parece, o homem forte do gatilho atómico norte-coreano terá a lição muito bem estudada. Jamais menosprezou a “paciência do chinês”; interessou-se profundamente em guerras psicológicas, construção e desenvolvimento de bases de lançamento de mísseis nucleares, enquanto os seus colegas de universidade davam-no como mais um menino “tímido”, “discreto”, pouco comunicativo e, sobretudo, um “distraído nato”. Ao contrário do que pensavam, o “pequenino” Kim Jong-Un fez-se homem atento, estudioso entre quatro paredes bem protegidas pelo “olho comunista”, e, hoje, vai fazendo das suas, numa linha de histerismo  e autoritarismo pouco comum em líderes quase que completamente divorciado dos grandes palcos da política internacional.

Donald Trump, logo às primeiras investidas do norte-coreano foi avisando que se tais procedimentos continuassem, o “rapaz” levaria umas palmadas.No outro lado do mundo, alguém mostrou que os tem no sítio e , vai daí, acentuou o  “atrevimento” , colocando em estado de nervos os alvos mais próximos da vizinhança. Quer a Coreia do Sul como o Japão vão sentindo na pele as atitudes musculadas daquele que é já considerado uma ameaça global, um pivot da corrida armamentista do nosso tempo, pouco interessado em ouvir com a seriedade necessária as instituições internacionais de quem é membro com plenos direitos e deveres, principalmente a Organização das Nações Unida. Depois de ter lançado um míssil nuclear  que sobrevoou o território do Japão, tendo caído no Pacífico,  Kim Jong-Un não teve sequer pachorra para, em seguida, ouvir que a ONU acabava de pedir que se reforçasse as sanções económicas contra o seu país. Testou, de novo, a paciência dos seus adversários mais próximos, acenando ao mesmo tempo uma mensagem especialmente dirigida aos Estados Unidos da América: mandou dizer que estaria disposto a desembrulhar mais “presentes” (ensaios nucleares), caso o país mais poderoso do mundo mantenha as "provocações imprudentes" e as "pressões" sob a forma de sanções.

Diante deste cenário, o mundo vai acompanhando estas permanentes ameaças de uma nova escalada armamentista sem precedentes na história. As consequências de uma guerra regional, por mais circunscrita que for, tornar-se-á um rastilho com muitas milhas de extensão que poderá obrigar outros países possuidores de armas nucleares a entrar num cenário onde  tudo pode acontecer em termos de destruição e morte à escala mundial.

Citado pelo Jornal de Notícias, o embaixador norte-coreano junto das Nações Unidas, Han Tae-Song, afirmou que  as recentes medidas de autodefesa do seu país “são um presente dirigido apenas aos Estados Unidos”. Depois destas palavras ameaçadoras, o embaixador norte-americano, Robert Wood, não teve dúvidas:"agora é o momento de dizer ao regime (da Coreia do Norte) que as provocações, as ameaças e as acções desestabilizadoras não serão mais toleradas". 

Eu também não tenho dúvidas.Os loucos também têm bombas nucleares.  

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