DESPORTO

 
5 de novembro 2017 - às 06:53

AFROBASKET ANGOLA REGRESSA DE "MÃOS A ABANAR"

Quando a selecção nacional sénior masculina de basquetebol partiu para o estágio na China e depois para Dakar (Senegal) e Tunes (Tunísia), palcos do Afrobaskt de 2017, foi com a clara pretensão resgatar o título, mas a equipa orientada por Manuel Silva "Gi" acabou num lugar que só aconteceu no distante ano de 1989.

O sexto lugar não estava nas previsões nem da equipa técnica, nem dos especialistas, nem  dos amantes da modalidade, numa prova em que o título ficou merecidamente conquistado, em casa, pela Tunísia agora orientada pelo nosso conhecido técnico luso-guineense Mário Palma

 

Os angolanos regressaram então ao país de "mãos a abanar" porque sem renovar o títuloque seria a décima segunda vez.

A ferro e fogo ganhou ao Uganda (94-89), à República Centro Africana (66-44) e perdeu diante do Marrocos (53-60), na primeira fase, na segunda, foi vergado pelo Senegal, por 66-57.

Angola teve, assim, prestações que só resultaram 270 pontos, 67,5 por partida. A sua melhor percentagem foi nos dois pontos em 159 arremessos, encestou 63, um aproveitamento de 39,6 por cento.

Tudo isto foi o resultado de um fraco do jogo colectivo e mesmo individual, posição partilhada pela maioria dos analistas da bola ao cesto e mesmo pelos jogadores.

O treinador Manuel Silva "Gi" corajosamente assumiu fracasso e o  Presidente da Federação Angolana de Basquetebol (FAB), Hélder Cruz "Maneda" prometeu à imprensa que a sua direcção vai reunir-se para estudar as causas do fracasso.

"Nós temos de reflectir, avaliar o que foi feito, o que se passou, e qual a disponibilidade do técnico, para que possamos tomar uma decisão no futuro", prometeu.

Manuel Silva "Gi"  se, no entanto, voltar a ser aposta da federação para a campanha de acesso ao Mundial de 2019, a decorrer na China, terá de reflectir por que deixou o base Milton Barros, duas vezes campeão africano, e Valdelício Joaquim, poste de 2,08 metros, por alegada indisciplina. Tem de repensar a actual  média de idade de 30 anos, que é superior a dos nigerianos, 27, e tunisinos, 29.

Embora o técnico Mário Palma tenha afirmado que Angola ainda é potência em África, a verdade é que este fracasso revelou que o nível técnico-táctico, o básquete da selecção estagnou e  enquanto prevalecer esta situação, dificilmente voltará a ter boas representações em "Afrobaskets",  "Mundiais" e  Jogos Olímpicos. 

 

EM FEMININOS COVILHÃ ACEITA FRACASSO E ABANDONA A SELECÇÃO

Jaime Covilhã, técnico da selecção nacional sénior feminina de basquetebol, está pronto a deixar o seu cargo, na sequência do fracasso no Afrobasket 2017,  disputado em Bamako, (Mali), onde terminou na sexta posição, dois lugares abaixo da última participação

A decisão foi tomada pelo próprio após o incumprimento dos objectivos traçados pela direcção da Federação Angolana da modalidade (FAB), que passava pelo resgate do título perdido para o Senegal, em 2015.

O "cinco nacional" por si orientado protagonizou uma boa campanha na fase de grupos, mas, depois, não acedeu às meias-finais por perder diante das moçambicanas nos quartos-de-final, numa prova em que a angolana Italle Lucas foi eleita a melhor base.

A equipa técnica chefiada por Jaime Covilhã utilizou mais esta jogadora (Italee Lucas), em detrimento de outras, o que acusou desequilíbrio que resultou no desaire diante das moçambicanas e na falha às meia-finais. 

O técnico devia ter mais três jogadoras do nível da base Italee Lucas para se manter a homogénea e evitar a exigência constante desta jogadora ou que o trio de treinadores tivesse preparado. 

 

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