MODA & BELEZA

 
6 de setembro 2017 - às 08:46

O SALTO QUE MARCA O PASSO

Os sapatos rasos «são os mais difíceis de proporcionar à mulher um porte divino e gracioso. Isto porque este tipo de calçado faz, na maioria das vezes, com que as mulheres caminhem de uma forma desajeitada», explica o famoso designer de calçado Manolo Blahnik

 

A qualidade do produto, o investimento em campanhas publicitárias é uma tradição de excelência no sector dentro de portas, são os principais ingredientes do sucesso. Mas não serão os únicos. A relação passional que desde cedo uniu a mulher ao sapato tem a sua quota-parte no êxito desta indústria. A história da vida privada de Versalhes lembra que, já no século XVIII, Maria Antonieta exibia uma coleção invejável de modelos. Christian Louboutin honrou a paixão da rainha numa colecção de 36 pares de sapatos batizada Marie Antoinette. As  lições que escrevem a longa história da relação das mulheres com o cobiçado acessório não se esgotam em território francês e nem sempre se envolvem em glamour. Na China, as sapatilhas eram usadas pelas mulheres desde tenra idade. O seu tamanho limitado levava os pés a atrofiarem, o que resultava num caminhar curto e lento. Na Grécia Antiga, as cortesãs usavam sandálias com pequenas tachas presas às solaso objectivo era marcar o solo para depois serem seguidas. Em Veneza do século XV, só as mulheres ricas e bem-sucedidas usavam salto alto. A sola da ribalta vários foram os pares de sapatos que alcançaram o estrelato depois de calçarem pés famosos. O salto agulha ganhou uma conotação de volúpia depois de usado recorrentemente por Marilyn Monroe. A curvilínea que ainda hoje é uma ode à sensualidade feminina terá mesmo declarado: «não sei quem inventou o salto alto, mas todos os homens lhe devem muito»

Os sapatos rasos «são os mais difíceis de proporcionar à mulher um porte divino e gracioso. Isto porque este tipo de calçado faz, na maioria das vezes, com que as mulheres caminhem de uma forma desajeitada», explica o famoso designer de calçado Manolo Blahnik

Muitas mulheres “apaixonam-se” por sapatos com saltos de 15 cm e não resistem, acreditando que se vão habituar a usá-los e que vale a pena o sacrifício. Mas muitas acabam por deixá-los guardados quais peças de museu, sobretudo quando têm más experiências, como quedas humilhantes ou mesmo uma entorse no tornozelo. Os saltos altos podem fazê-la parecer mais alta, mais magra e mais sexy, mas podem também causar joanetes, problemas de coluna e, de acordo com alguns especialistas, infertilidade. Aparentemente, saltos com mais de 10 cm fazem a pélvis inclinar-se para a frente comprimindo os órgãos reprodutores – o que é verdadeiramente fazer sacrifícios pela moda.

Procure de preferência sapatos com tiras, que apoiam melhor o pé e permitem um andar mais confortável. Tenha igualmente cuidado na escolha dos saltos. Um salto de 1 cm será obviamente mais confortável , mas nesse caso mais vale usar sapatos rasos. Plataformas e cunhas são óptimas porque parecem mais altos do que de facto são e quanto mais grosso for o salto, melhor, porque dá mais equilíbrio. Evite calçado pontiagudo, já que a pressão que colocam nos dedos pode causar unhas encravadas, entre outros danos. O uso de palmilhas é também crucial para evitar as dores na planta do pé. E acima de tudo deixe os saltos apenas para algumas partes do dia. Use saltos todo o dia ou toda a noite, mas nunca por 24h. Os podólogos aconselham que os pés estejam esticados o máximo  de tempo possível. 

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