SOCIEDADE

 
6 de setembro 2017 - às 08:45

MÁ NUTRIÇÃO: GRANDE MAKA SOCIAL

A divulgação dos inquéritos múltiplos de saúde, é oportunidade de ouro para reflectirmos sobre candente assunto. A mortalidade infantil e outras  endemias, escondem-se nesta ingente questão: fome e má nutrição. Lembrar que estes inquéritos são feitos com regularidade em África e outras partes do Terceiro mundo, sob patrocínio da OMS e PNUD, com a colaboração evidente das autoridades locais, governos e institutos de estatísticas

 

A memória colectiva ainda lembra os flagelos da fome e alta mortandade na Etiópia, que obrigou o mundo a reagir activa e oportunamente.  Todavia, as epidemias de fome não pararam pelo mundo, rico, civilizado e democrático.

O sul de  Angola é memória recente, com a seca e a crise económica a agravarem o quadro de fome e mortes por má nutrição entre as comunidades pastorícias e não só. As marcas foram graves e incontáveis em termos económicos e sociais.

Agora o inquérito (das instituições da ONU) vem destapar as verdades: ainda temos fome e má nutrição em Angola. Os números são altos, acima dos 30%.Resta-nos agora refletir; o que fazer? O que nos trará no futuro esta problemática, se não for corrigida a tempo?

Entre nós, os tipos mais frequentes de má nutrição são (…) as carências de nutrientes específicos, como  o ferro, o cálcio, a tiamina, a B 12 entre outros.

No geral, estas carências causam vários défices: atraso mental e psíquico, mau desenvolvimento corporal, fraqueza nos ossos, nos dentes, alterações no cabelo e pele, baixa na inteligência entre outros. Assim, no futuro teremos maus ministros, péssimos engenheiros e iguais jornalistas e professores.

O que é a má nutrição?- É o aporte insuficiente de alimentos ou nutrientes, capazes de satisfazer o organismo humano nas suas múltiplas funções vitais. A anemia costuma ser uma situação frequente, e facilita infecções habitualmente mortais, tais como a pneumonia grave e a broncopneumonia. Facilita também  doenças do  coração, como a miocardiopatia dilatada e a tuberculose.

Como alterar o quadro?- Só a aposta na agricultura de porte médio e familiar resolverá o problema da fome e má nutrição. Nos últimos 4 anos, o OGE deu 1%  à agricultura. Assim não resolvemos o problema. Só complicamos e criamos situações que dificilmente os hospitais resolverão. Os 1% não incentivam a produção, nem diversificam a economia. É preciso mais.

Podemos citar bons exemplos para alterar o quadro. A espirolina é  um superalimento, rico em proteínas, carbohidratos, gorduras, ferro, magnésio, entre outros. Sua cultura é muito económica e fácil. Já começou uma experiência no Dondo (Cuanza Norte), com um investimento modesto de USD 500,000 e parece com tendência a estender-se para  as províncias do Namibe, Benguela e Moxico. Assim,sim, vamos combater a má nutrição.

A soja deve reforçar a merenda escolar. É necessário incentivar a produção. Ela pode ser servida com leite, pão, papas , biscoitos, etc. O aumento da produção de frutas e verduras é também um bom caminho. Vale a pena começar a educar o consumo e hábitos saudáveis.

Lembramos que o futuro não é só betão e asfalto. É o homem. Aqui reside a base do nosso desenvolvimento: com homens saudáveis, fortes e inteligentes. 

- Bibliografia sustentada em várias fontes escritas. 

 

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