Página Aberta

 
22/06/2018 06:18:39

ADALBERTO DA COSTA JÚNIOR, LÍDER DA BANCADA PARLAMENTAR DA UNITA

O líder da bancada parlamentar da UNITA, Adalberto da Costa Júnior, reitera a visão do seu partido que defende a realização universal de eleições autárquicas no país frisando que a aplicação da opção gradual vai acentuar mais as assimetrias sociais entre as diferentes regiões do país. Sobre o tema, pede um amplo debate nacional que leve em consideração as propostas dos diferentes partidos políticos e realça que é necessário colocar os interesses da nação acima do que as forças políticas defendem. Ao longo da conversa, chama atenção para os  problemas sociais gravíssimos  que Angola enfrenta, lembrando que,por exemplo,  o grupo parlamentar da UNITA tinha feito um estudo rigoroso do número de mortes nos principais hospitais, durante a crise de febres hemorrágicas registada no país. "Nós víamos óbitos em todos os lados!.Neste estudo, tivemos a colaboração de médicos, chefes de morgues, directores de cemitérios; tínhamos a estatística diária e, num mês, apurámos que morreram nove mil pessoas. É escandaloso, é perigoso!", afirma.

23/05/2018 08:28:53

FERNANDO PACHECO DÁ A SUA VISÃO SOBRE O MOMENTO POLÍTICO E SOCIAL DO PAÍS

O Engenheiro Fernando Pacheco, Coordenador do Observatório Político e Social de Angola (OPSA) comenta a questão das autarquias que neste momento domina a agenda política nacional e realça que há uma expectativa exagerada em torno do processo, lembrando que o país tem “problemas muito sérios” que não se vão resolver “do dia para a noite”. O mesmo defende a aplicação gradual das autarquias. “O importante, penso eu, deve ser fazer bem nos municípios escolhidos, o que serviria para todas as partes envolvidas ganharem experiência, aprenderem lições e depois poderem fazer melhor no resto do território”, explicou

08/05/2018 10:53:58

BELARMINO JELEMBI REALÇA: “A COMPOSIÇÃO E O FUNCIONAMENTO DA COMISSÃO NACIONAL ELEITORAL DEVE MUDAR”

Belarmino Jelembi, uma das vozes da sociedade civil mais interventivas no nosso país, faz uma análise do processo eleitoral que o país viveu em que destaca que a maturidade institucional e da sociedade aumentou ao mesmo tempo que chama a atenção para a necessidade de despartidarização das instituições do Estado. No plano social realça a necessidade de medidas concretas para o desenvolvimento do sector agrícola e a necessidade de se diminuir o fosso entre ricos e pobres em Angola

03/04/2018 06:49:26

JOÃO LOURENÇO: “NÃO VOU PRESCINDIR DOS DIREITOS QUE A CONSTITUIÇÃO ME CONFERE”.

Foi, sem dúvidas, mais uma “pedrada no charco” atirada por João Lourenço, o Presidente da República, que conseguiu, depois de mais de quatro décadas, reunir em “casa” dezenas de jornalistas para ser questionado sobre diversos assuntos de ordem política, económica e social do país, no decorrer de uma entrevista colectiva em que participaram, ombro a ombro, jornalistas nacionais e estrangeiros dos meios de comunicação social públicos e privados.

No Palácio Presidencial, os jornalistas ouviram do Presidente da República que “não existe crispação” entre si e o ex-Presidente da República, José Eduardo dos Santos”.Nesta conferência de imprensa (a primeira de quatro que poderão acontecer no mesmo local ainda este ano), João Lourenço  respondeu igualmente a outras questões sobre o caso Manuel Vicente e a sua influência nas relações existentes entre Angola e Portugal, o abordou-se  assuntos relacionados com a exoneração de Isabel dos Santos da Sonangol, o caso da TPA 2, os projectos de grande monta que podem ser inviabilizados por serem “lesivos” aos interesses do Estado”, o repatriamento de capitais e a extensão do sinal da Rádio Ecclésia a todo o território nacional, entre outros. Eis, em seguida, extratos do encontro do Chefe de Estado com os representantes da imprensa:

05/11/2017 06:08:30

BELARMINO JELEMBI REALÇA: “A COMPOSIÇÃO E O FUNCIONAMENTO DA COMISSÃO NACIONAL ELEITORAL DEVE MUDAR”

Belarmino Jelembi, uma das vozes da sociedade civil mais interventivas no nosso país, faz uma análise do processo eleitoral que o país viveu em que destaca que a maturidade institucional e da sociedade aumentou ao mesmo tempo que chama a atenção para a necessidade de despartidarização das instituições do Estado. No plano social realça a necessidade de medidas concretas para o desenvolvimento do sector agrícola e a necessidade de se diminuir o fosso entre ricos e pobres em Angola

06/09/2017 07:09:47

"NOVO GOVERNO TEM 5 ANOS PARA ACELERAR COMBATE À POBREZA"

A pensar num país saudável em matéria de estabilidade política, o economista e consultor, uma das vozes conhecidas da sociedade civil de Benguela, afirma que as mudanças inerentes a processos eleitorais não devem desviar o foco da cruzada contra a falta de emprego, luta contra a miséria e estabilidade cambial.  

Um dos rostos da PROA, organização que se notabilizou através de fóruns económicos que avaliam o rumo de Angola, Bucassa adverte que o aperto, até pelas incertezas que só o mercado mundial pode desfazer, vai implicar mais transparência nas finanças públicas e melhor definição de prioridades

29/07/2017 06:58:18

PAULINA SEMEDO, DIRECTORA DO INADEC “TUTELA DO INADEC DEVE SER AVALIADA”

Paulina Semedo, Directora do Instituto Nacional da Defesa do Consumidor (INADEC), realça os avanços registados na defesa do consumidor e consciencialização dos comerciantes e prestadores de serviço para corrigir os erros identificados. No âmbito do trabalho realce para o lançamento do Livro de Reclamações, um instrumento que vai permitir um tratamento melhor das queixas dos cidadãos. Para melhorar o serviço prestado Paulina Semedo defende a necessidade de reforçar o quadro legal do sector e até de mudar a tutela da instituição que dirige

08/06/2017 05:36:19

AUGUSTO SANTANA: “É IMPORTANTE FORTALECER O ESPÍRITO DE DIÁLOGO”

Numa altura em que o país caminha a passos largos para as eleições em meio as querelas políticas entre os diferentes partidos políticos ouvimos o especialista em questões eleitorais Augusto Santana que, numa perspectiva didática, fala dos pontos positivos e desafios do nosso processo eleitoral. “A realização de um processo eleitoral é sempre um exercício complexo, difícil mesmo, se considerarmos que estão sempre em jogo interesses muito altos”, realçou o mesmo 

06/05/2017 06:02:55

PAULA GODINHO: “OS ABORTOS CLANDESTINOS SÃO UMA QUESTÃO DE SAÚDE PÚBLICA”

A conhecida advogada Paula Godinho é das vozes que se fez ouvir pela despenalização do aborto. A mesma reitera que o problema das consequências dos abortos clandestinos é uma questão de saúde pública e que a penalização está longe de resolver o problema. Embora seja pela despenalização da interrupção voluntária da gravidez, Paula Godinho explica que nesta altura, tendo em conta o contexto da nossa rede de serviços de saúde, o melhor é manter a penalização mas com as excepções previstas no Código Penal em vigor 

06/05/2017 06:01:36

FREI DOMINICANO MÁRIO RUI: “O RESPEITO PELA VIDA DEVE SER ABSOLUTO”

Na defesa da proibição do aborto o Frei Dominicano Mário Rui foi uma das vozes que se fez ouvir por defender o direito à vida em todas as suas etapas. Nas linhas que se seguem o  mesmo ressalta que o que se está a tentar proteger “é o valor fundamental da dignidade” e que tal deve ser feito de forma firme e absoluta embora reconheça que é necessário a igreja rever a forma como trata as mães solteiras

06/04/2017 15:27:19

MARGARIDA PAREDES: “A MULHER FOI DECISIVA NA LIBERTAÇÃO DE ANGOLA”

A “noite colonial” estava no auge quando Margarida Paredes teve a “insolência” de realizar em 1971, nas arcadas do actual Banco Nacional de Angola (BNA), em Luanda, uma “exposição de rua” que lhe valeu uma detenção por parte da sinistra Polícia Internacional e Defesa do Estado (PIDE) por ter deduzido que tal amostra constituía uma afronta ao então regime de Lisboa.

Naquela altura, Margarida Paredes vivia a «primavera» da sua vida (entenda-se juventude). Contemporânea da Guerra Colonial tomou consciência das injustiças praticadas pelo regime colonial contra os angolanos, o que a levou a aderir ao Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA) em 1973, como guerrilheira. Contava, então, com 19 anos.

Ela e outras angolanas deram o «corpo ao manifesto» em prol da causa do MPLA de forma abnegada e denodada. Consentiu, a par das suas camaradas de armas, inúmeros sacrifícios para que os propósitos do MPLA vingassem. Até à altura em que se deu o «divórcio político-ideológico». Corria então o ano de 1977. Foi testemunha ocular da tragédia do «27 de Maio». Viu muitas companheiras serem seviciadas e outras levadas ao «paredon».

Este é, de resto, o mote de um estudo da ex-guerrilheira e actual Cientista Social Margarida Paredes, transformado num livro que se afigura de transcendental importância para o conhecimento de uma versão da recente História política de Angola no feminino. Intitulado «Combater Duas Vezes: Mulheres Na Luta Armada em Angola», o livro de Margarida Paredes confunde-se com a sua trajectória de vida

06/03/2017 11:52:04

JOSEFA SACKO “TEMOS DE MUDAR A VIDA DE MUITOS AGRICULTORES EM ÁFRICA”

A Engenheira angolana Josefa Sacko, eleita Comissária da União Africana para a Economia Rural e Agricultura, num complexo e competitivo processo, revelou-nos em entrevista exclusiva as suas prioridades para os quatro anos de mandato realçando que as políticas a implementar devem centrar-se “no homem” ao mesmo tempo que fez uma análise profunda do sector agrícola em África que ela considera ser o “motor” para o desenvolvimento do continente

01/02/2017 17:57:39

DAVIZ SIMANGO, PRESIDENTE DO MDM (MOÇAMBIQUE): A PAZ NÃO SE CONSEGUE COM TRÉGUAS AO TELEFONE

Daviz Simango é Presidente do Movimento Democrático de Moçambique (MDM), a terceira força política parlamentar daquele País do Índico e o primeiro partido da oposição a governar territórios. Com um passado político que o fez se inspirar na Frelimo, onde os seus pais ocuparam postos de destaque na direcção e na Renamo ao ponto de acabar por ser expulso, Daviz Simango criou a sua força política como uma alternativa aos "partidos da guerra", como os considera, e sonha ir mais longe na mira de dar uma melhor vida aos moçambicanos. Quer ser Presidente da República de Moçambique mas, para já pensa na paz que deve ser alcançada no seu País, na mudança da Constituição, torná-la mais inclusiva, e na eliminação de espaços para que a corrupção não seja uma praga que mine a verticalidade dos moçambicanos.

Daviz Simango respondeu por e-mail ao questionário enviado por Victor Aleixo

26/12/2016 07:30:49

ABEL DUERÊ, MÚSICO E ACTIVISTA CULTURAL ANGOLANO NO BRASIL

Conhecido, no Brasil, como Johnny Clegg (cantor sul-africano), o músico angolano Abel Duerê concede a sua primeira entrevista à revista “Figuras&Negócios”. Nas páginas que se seguem, Abel Duerê fala da sua chegada ao Brasil, as peripécias por que passou para se afirmar e dos projectos musicais. Disse que tem memórias da sua juventude, em Benguela, repleta de emoções e que fisicamente está no Brasil mas o espírito, este, continua em Angola, em Benguela para ser mais preciso

01/12/2016 18:52:55

MAKUTA NKONDO: A MINHA DIGNIDADE NÃO TEM PREÇO

A polémica, a irreverência, o divórcio claro e óbvio diante dos medos e receios constituem marcas da sua personalidade. Neste espaço não se tentou descobrir nada de novo num homem que já foi jornalista no activo na Angop, representante da agência noticiosa France Press, um político que começou na UPA-FNLA, causticado pelas aventuras que a própria vida encarna e que sofreu com o assassinato da mãe; enfim, Makuta Nkondo abre o jogo no quintal da sua casa, localizada em Cacuaco, distante dos bairros chiques de Luanda. Mantém o seu gosto: o de viver com uma certa razoabilidade e no conforto da sua família. Ali, fomos encontrá-lo, bem disposto, sem medo de falar a verdade.  A sua verdade que, a seguir, revela, no fundo, um homem arrependido por estar ligado à Unita, ao cargo de deputado como independente e que nega, em absoluto, criar um partido político para representar a etnia bacongo, apesar do permanente "assédio" de uma certa franja da sociedade civil angolana, inclusive ligada à religião

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